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Juventude trabalhadora da ITF apoia o chamado por educação e igualdade no futuro do trabalho

Escrito por Baker Khundakji, coordenador da Juventude da ITF 


Os jovens trabalhadores, e as jovens em particular, são quem mais se expõe às ameaças trazidas pela nova tecnologia.

A desigualdade digital já é uma realidade para milhões de jovens trabalhadores. Três quartos da juventude trabalhadora estão em trabalhos informais, em comparação com 59% dos adultos.

Por volta de 20 a 40 por cento das tarefas dos trabalhadores jovens podem ser substituídas pela automação.

Sem ação governamental e sindical, bilhões de jovens e de trabalhadores dos transportes verão seus empregos tornarem-se mais precários e intensivos, com suas proteções sociais desaparecendo à sua volta.

As recomendações da Comissão Global da OIT sobre o Futuro do Trabalho de 2019 seriam um grande passo rumo a abordagem da desigualdade etária.

Um intitulamento universal ao aprendizado por toda a vida diminuiria as crescentes lacunas de habilidades entre os jovens trabalhadores. Estudantes mais pobres têm três vezes menos chances de alcançar a proficiência mínima em ciência necessária para competir no novo mercado de trabalho.

Pesquisa da ITF feita em Cingapura está mapeando as habilidades digitais de que a juventude trabalhadora precisará no futuro.

O apoio aos jovens por meio de transições ao futuro do trabalho deve se basear em pagamento igual por trabalho igual. Os trabalhadores jovens não podem se tornar uma subclasse explorada.

É preciso que estado e empregadores financiem adequadamente programas de emprego ativos. Em países da OCDE, 17 por cento da população entre 20 e 24 anos de idade não estão empregados, estudando ou treinando. A redução disto para 9 por cento poderia aumentar o PIB mundial em US$ 1.2 trilhões.

Os trabalhadores jovens fazem andar e estão à frente da economia de “plataformas”. Uma Garantia Universal de Trabalho por direitos, um salário sustentável, uma carga horária mínima e máxima, e dignidade no trabalho para todos os trabalhadores, independentemente de sua idade ou condição empregatícia, deveria estar no cerne da economia futura.

O “trabalho Gig” tem previsão de valer US$ 63 bilhões de dólares até 2020. A tecnologia não deveria ser usada para privar os trabalhadores jovens da segurança no emprego e da igualdade de que são merecedores. A ITF está trabalhando para conectar e empoderar os jovens trabalhadores dos transportes de modo a assegurar que o trabalho em plataformas digitais seja um trabalho decente.

 

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