A vitória no tribunal seguiu-se a anos de campanhas e processos legais movidos por dois sindicatos afiliados à ITF: a ACAV (Asociación Colombiana de Auxiliares de Vuelo) e ACDAC (Asociación Colombiana de Aviadores Civiles).
Os sindicatos apresentaram aproximadamente uma dúzia de casos de discriminação de membros sindicalizados contra a Avianca. Por exemplo, o plano voluntário de benefícios da Avianca oferecia aos não sindicalizados aumentos salariais, prêmios por antiguidade e benefícios de seguro de vida e maternidade. Os trabalhadores sentiam-se pressionados pela empresa a concordarem com o esquema, cuja exigência era de que não fossem sindicalizados.
O presidente da ITF, Paddy Crumlin, comentou a esse respeito: “Damos os parabens ao Tribunal Constitucional da Colômbia por essa histórica sentença. Traz em si a afirmação de que não cabe a nenhuma empresa ignorar os direitos humanos, incluídos aí o de liberdade de associação e de negociação coletiva. Convidamos a Avianca a que, em boa fé, inicie um processo de negociação com os sindicatos que representam os seus funcionáios, em todos os países onde opera e alinhada com esta sentença, que é um marco. A ITF põe-se à disposição para ajudar a alcançar isto."
O secretário geral da ITF, Steve Cotton, acrescentou que o movimento sindical internacional também havia relatado violações da Avianca aos postulados da Corporação Financeira Internacional do Banco Mundial (IFC), ainda que esta não tivesse tomado nenhuma providência a respeito. Ele espera que a decisão do tribunal anime a IFC a dar uma resposta adequada a tais violações relatadas.
A sentença deu-se com base no entendimento de que os planos da Avianca visavam a enfraquecer os sindicatos e determinou que a empresa “se abstivesse de estabelecer condições… que envolvessem discriminação aos funcionários sindicalizados’. Também ordenou que todos os funcionários possam ter acesso aos benefícios do plano voluntário de benefícios.
Sentença de tribunal colombiano ordena que Avianca pague a trabalhadores pasados para trás
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