Ir para o conteúdo principal

Necessidade urgente de cooperação regional e global para combater a pirataria no Golfo da Guiné

18 Jun 2019
Foto: Cortesia do Oficial de Quarto
Quando a pirataria ou o roubo à mão armada acontecem no mar, os marítimos estão na linha de frente, sob risco de serem feridos, agredidos, feitos reféns ou mortos. Os ataques aumentaram dramaticamente e têm tido impacto sobre milhares de marítimos e suas famílias, que se tornam vítimas e sofrem na mão dos piratas.

No Golfo da Guiné, a pirataria e o roubo à mão armada são problemas há muito tempo, porém em anos recentes a frequência dos ataques tem aumentado na região. A severidade do problema e o tratamento dado às tripulações vêm piorando, com atos de violência implacáveis e desumanos. A isto se soma um difícil ambiente regulatório internacional, no qual a acusação referente a esses crimes violentos se complica, mediante a falta de entendimento quanto aos limites da soberania de cada país no Golfo da Guiné.

Em 4 de junho de 2019, a Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF), o Conselho Marítimo Báltico e Internacional (BIMCO), a Câmara Internacional de Navegação (ICS), e o Fórum Marítimo Internacional das Companhias Petrolíferas (OCIMF) realizaram um Simpósio sobre Pirataria no Golfo da Guiné, na sede da Organização Marítima Internacional (OMI). Governos, especialistas e atores da indústria participaram, a fim de abordar o impacto humano e econômico da pirataria e do roubo à mão armada e discutir possíveis soluções para a crise atual.

Os organizadores convidaram um marítimo, que foi mantido em cativeiro por mais de três semanas num recente ataque, para detalhar em primeira mão os perigos para os marítimos e a aterrorizante experiência pela qual passaram ele e a tripulação.

Ele explicou a sofisticação dos ataques, bem como a ansiedade e a apreensão experimentadas pela tripulação a bordo ao adentrar o Golfo da Guiné e atravessá-lo.

Branko Berlan, representante credenciado pela  ITF na OMI, salientou o ônus humano da escalada dos ataques à saúde física e mental dos marítimos, e a necessidde de que os governos, a indústria e as organizações de bem-estar dos marítimos considerem o impacto duradouro do trauma e dos sintomas pós-traumáticos causados pelo estresse.

Também manifestou-se preocupação a respeito da consistência das diretrizes internacionais, da cooperação regional e do entendimento e da atenção dados aos fatores sócio-econonômicos de tais crimes.

Berlan clamou pelo “fim imediato dessas inaceitáveis atividades criminosas”, e conclamou a indústria da navegação, os governos e os sindicatos a que trabalhem de maneira cooperativa no combate à falta de partilha de informação que dificulta a ação para eliminar a pirataria no Golfo da Guiné.

“A ITF, junto com parceiros dos governos e da indústria, está disposta a agir quando tiver a informação disponível para tal. Temos que trabalhar juntos e a ITF gostaria de salientar a necessidade urgente de desenvolver um sistema de comunicação mais robusto e designar uma pessoa responsável ou ponto de contato em cada país da região para melhorar a prevenção, a relatoria e a resposta aos ataques,” ele disse.

O Comitê de Segurança Marítima da OMI também destacou a necessidade urgente de cooperação global e regional para combater a pirataria e o roubo à mão armada na região em sua 101ª sessão, em junho de 2019.

Governos, bem como o secretariado da OMI, falaram do progresso de ações para combater a pirataria e o roubo à mão armada na região, incluindo esforços navais nacionais, e atualizações das plataformas internacionais de relatoria e do programa global de cooperação.

Para saber mais, veja o resumo e recomendações do Simpósio sobre Pirataria no Golfo da Guiné

Publicar um novo comentário

Restricted HTML

  • Allowed HTML tags: <a href hreflang> <em> <strong> <cite> <blockquote cite> <code> <ul type> <ol start type> <li> <dl> <dt> <dd> <h2 id> <h3 id> <h4 id> <h5 id> <h6 id>
  • Lines and paragraphs break automatically.
  • Web page addresses and email addresses turn into links automatically.