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A ITF condena a agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela

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A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) opõe-se de maneira firme e inequívoca à invasão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que representa uma grave escalada e constitui flagrante violação da soberania nacional, do direito internacional e dos princípios fundamentais da paz e da autodeterminação.

Os ataques provocaram a morte de militares e civis, o que sublinha a urgente necessidade de deter imediatamente a violência e evitar uma maior perda de vidas humanas.

“Este ato ameaça a estabilidade política e social da Venezuela, coloca em risco a paz regional e internacional e põe em perigo a vida e os direitos humanos de milhões de pessoas inocentes”, declarou Paddy Crumlin, Presidente da ITF. “Não existe qualquer justificativa para uma intervenção armada. Essas ações violam o direito internacional e estabelecem um precedente desestabilizador em nível mundial, minando a democracia e, junto com ela, os direitos e liberdades sindicais. O futuro da Venezuela deve ser decidido exclusivamente pelos venezuelanos”.

Crumlin continuou: “A ITF exige o cessar imediato das hostilidades e o restabelecimento do respeito à soberania venezuelana. Em particular, essas ações ameaçam diretamente os direitos e a segurança dos trabalhadores e trabalhadoras do transporte na Venezuela, bem como o papel fundamental que desempenham na prestação de serviços essenciais e na cadeia de suprimentos que sustenta o funcionamento contínuo da economia e o bem-estar público. Como se tem visto em muitos outros conflitos ao redor do mundo, os trabalhadores do transporte estão na linha de frente desse tipo de intervenção violenta. As diferenças entre Estados devem ser resolvidas por meio do diálogo, da diplomacia e da cooperação internacional. Fazemos um apelo aos governos e às instituições internacionais para que atuem agora e evitem uma maior escalada. Além disso, exigimos uma investigação completa e independente sobre esta operação militar e as circunstâncias utilizadas para justificá-la, a fim de garantir a responsabilização, a justiça e a prevenção de futuras violências”.

A ITF expressa sua solidariedade ao seu sindicato afiliado na Venezuela, a Federación Bolivariana de Trabajadores y Trabajadoras del sector Transporte, Afines y Conexos, apoiando seu chamado para um cessar imediato das hostilidades, para a ativação das proteções da OIT aos trabalhadores afetados e para a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores.

A Confederação Sindical Internacional (CSI) e a Confederação Sindical das Américas (CSA) emitiram uma rejeição absoluta e inequívoca ao ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, condenando-o como uma violação do direito internacional, rejeitando qualquer tentativa de mudança de regime pela força ou de ingerência estrangeira, exigindo plenas garantias para a vida e a libertação imediata do presidente Maduro e de Cilia Flores, e pedindo um retorno urgente ao diálogo para garantir o respeito à paz, à soberania e à autodeterminação na região.

Em consonância com esses chamados, o vice-presidente da ITF para a América Latina, Pablo Moyano, expressou sua solidariedade com o povo venezuelano.

“Expressamos nossa mais profunda solidariedade com o povo venezuelano e com seus trabalhadores e trabalhadoras, que hoje enfrentam momentos de incerteza e dor, e exigimos a libertação do presidente Maduro. Unimo-nos à sua legítima aspiração de viver em paz, com respeito à sua soberania e aos seus direitos fundamentais. Reafirmamos nosso compromisso de acompanhá-los nesta luta por justiça e autodeterminação”.

“A soberania não é negociável; a paz não se impõe com armas. Hoje levantamos nossa voz pela Venezuela e pelo direito dos povos de decidir seu próprio destino, porque cada invasão ameaça não apenas uma nação, mas toda a nossa região e sua estabilidade democrática”, concluiu Moyano.

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