A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) expressa sua total solidariedade com os sindicatos e com os trabalhadores do transporte em toda Argentina, que hoje realizam greves em defesa dos direitos trabalhistas, das liberdades sindicais e das proteções democráticas.
A greve nacional convocada pela CGT ocorre enquanto a reforma trabalhista do presidente Javier Milei avança no Congresso, após ser aprovada no Senado na semana passada por 42 votos a favor e 30 contra, depois de um debate maratonista, e segue para a Câmara Baixa para sua aprovação final.
A legislação proposta inclui medidas para enfraquecer a negociação coletiva, restringir o direito de greve, reduzir as proteções contra demissões, desregular as condições de trabalho e aumentar a flexibilidade dos empregadores — mudanças que reverterão direitos fundamentais conquistados após décadas de luta. Ao minar a liberdade de associação e a negociação coletiva, esses ataques colocam a Argentina em claro conflito com suas obrigações perante as Convenções 87 e 98 da OIT. Os trabalhadores e trabalhadoras do transporte voltam a estar na linha de frente para defender os direitos democráticos e trabalhistas enquanto os sindicatos se mobilizam contra as reformas.
O presidente da ITF, Paddy Crumlin, afirmou: “Essa agenda de reformas é um ataque direto aos trabalhadores e ao movimento sindical na Argentina. O governo do presidente Milei tenta desmantelar direitos trabalhistas arduamente conquistados sob a falsa promessa de liberdade econômica, enquanto transfere o peso da crise para os trabalhadores e suas famílias. Os trabalhadores e trabalhadoras do transporte estão certos em resistir. Quando os governos tentam silenciar os sindicatos, restringir o direito de greve e enfraquecer a negociação coletiva, o movimento sindical internacional deve responder com unidade e solidariedade. A ITF permanece firmemente ao lado de nossas organizações filiadas nessa luta.”
O secretário‑geral da ITF, Stephen Cotton, acrescentou: “Em todo o mundo estamos vendo reformas econômicas serem utilizadas para transferir riscos aos trabalhadores. Os trabalhadores e trabalhadoras do transporte na Argentina têm o direito de defender empregos seguros, proteções sociais e direitos trabalhistas reconhecidos internacionalmente. Os governos devem promover um diálogo social genuíno ao invés de impor reformas que corroem as proteções trabalhistas. Hoje, trabalhadores e trabalhadoras do transporte de todas as regiões do mundo se solidarizam com todos os que estão em greve na Argentina defendendo seus direitos e seu futuro.”
A ITF se une ao movimento sindical global para pedir respeito aos padrões internacionais de trabalho e um diálogo significativo com os sindicatos, e permanece firme ao lado das trabalhadoras e trabalhadores argentinos do transporte e de seus sindicatos em sua luta por trabalho digno, justiça social e liberdades democráticas. A ITF se junta à CSI e à CSA no apoio à CGT, à CTA‑A e à CTA‑T enquanto se opõem a este pacote regressivo, que representa um grave ataque aos direitos sindicais e democráticos.
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