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Celebração do Dia Marítimo Internacional deixa os marítimos australianos desamparados mais uma vez

31 Jul 2019
Comunicado à imprensa
Autoridade australiana que regulamenta a segurança marítima sofre críticas por excluir representantes dos trabalhadores.

A Autoridade de Segurança Marítima da Austrália (AMSA) foi acusada de levar adiante uma agenda política e ideológica para excluir representantes dos trabalhadores de um fórum visando a aumentar o número de mulheres trabalhando nas indústrias marítimas.

O evento, tendo lugar no Museu Nacional Marítimo Australiano em Darling Harbour, inclui uma apresentação principal a cargo do secretário geral da Organização Marítima Internacional (IMO), Kitack Lim, junto com apresentações de funcionários e empregadores, mas com nenhuma colaboração dos representantes dos trabalhadores.

A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) disse que a abordagem da AMSA esteve completamente fora de sintonia com os esforços mundiais para impulsionar a participação feminina no setor marítimo, que se baseou num modelo tripartite que reúne trabalhadores, empregadores e governo.

A Coordenadora Marítima da ITF, Jacqueline Smith, que foi presidente do Sindicato Norueguês dos Marítimos, disse que a AMSA está fora de compasso com os esforços internacionais por aumentar o número de mulheres trabalhando nas indústrias marítimas.

“No começo deste ano, representantes de governos, empregadores e sindicatos de mais de 40 países reuniram-se em Genebra para identificar um plano para derrubar as barreiras que estão impedindo o recrutamento e a retenção de marítimas mulheres,” disse a sra. Smith.

“Globalmente, existe um consenso de que a cooperação tripartite é a espinha dorsal necessária para conduzir esta importante mudança na indústria marítima.

“Mais do que apoiar estes esforços produtivos, a autoridade Australiana encarregada da segurança aparenta manter um posicionamento contraproducente e profundamente ideológico, que ativamente exclui os representantes dos marítimos.

“Estima-se que somente 2% dos marítimos no mundo todo sejam mulheres, mas isto nunca vai mudar sem a colaboração ativa e o envolvimento dos trabalhadores da indústria.

“É difícil crer que um evento sobre encorajar as mulheres no mundo marítimo poderia se dar sem a inclusão da organização que de fato representa essas mulheres.”

O presidente da ITF, Paddy Crumlin, disse que a OMI também estaria preocupada, depois de ter descoberto que representantes dos trabalhadores haviam sido impedidos de participar do evento.

“Nenhuma organização defendeu tanto o aumento do recrutamento, da retenção e da promoção das mulheres em posições de marítimos que o movimento sindical internacional; no entanto a AMSA parece mais interessada em fazer a vontade política de Canberra do que em efetivamente promover a mudança na indústria,” disse o Sr. Crumlin.

“Este é um passo profundamente político de uma organização que teria por finalidade ser um regulador independente, mas que, em vez disso, busca levar adiante a agenda contra os sindicatos da Coalizão Governamental.

“Talvez o motivo dessa exclusão seja o fato de que a AMSA sabe que salientaríamos a maneira mais efetiva de que mais mulheres australianas trabalhem na indústria marítima: fazendo que o Governo Federal pare de dar licenças temporárias a navios estrangeiros com bandeira de conveniência, que estão tomando o trabalho dos marítimos australianos.

“Esta decisão de colocar uma agenda política e ideológica à frente das melhores práticas internacionais e da boa governança é um constrangimento para o secretário geral da OMI, que entendemos que também solicitou que um representante dos trabalhadores falasse.

“A decisão de não dar a todos os parceiros sociais igual oportunidade de participar vai contra todas as convenções da OMI e se segue ao longo descaso com a consulta tripartite da AMSA sob o atual Governo de Coalizão da Austrália, que há anos questiona a independência da AMSA.
 

CONTATO: Luke Menzies, ITF | +61 (0) 433 889 844 | menzies_luke@itf.org.uk

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