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Trabalhadores do metro ganham batalha de propriedade

22 Jan 2019
Membros do Sindicato Coreano dos Trabalhadores em Transportes e do Serviço Público (KPTU) proclamaram uma vitória parcial na sua longa batalha para que a Linha 9 do Metro de Seul volte a ser de propriedade e operação públicas.

A Linha 9 tem sido operada pelas companhias francesas RATP Dev e Transdev, fazendo dela a única linha de metro principal de Seul gerida por um operador privado.

No entanto, na semana passada o Governo da Cidade de Seul anunciou que as conversações com as companhias sobre novas condições contratuais tinham sido interrompidas e que cancelaria o contrato da Linha 9, a meio do acordo decenal. A Linha 9 será agora operada directamente por Metro 9, uma companhia de investimento privado que investiu no desenvolvimento da linha e tem actualmente um contrato até 2038.

Wol-san Liem, director do KPTU para assuntos internacionais e da Península da Coreia, declarou: “Metro 9 continua a ser uma companhia privada mas isto subtrai um escalão de subcontratação. É um passo no sentido de uma Linha 9 totalmente pública.

“O fim do contrato RATP Dev e Transdev é um resultado directo da campanha dos trabalhadores da Linha 9, que contou com o amplo apoio da sociedade civil e dos sindicatos dos transportes públicos da ITF que empreenderam acções de solidariedade. Agradecemos a todos os que nos ajudaram a chegar a este ponto. É uma vitória para a nossa mobilização sob o lema de Nosso Transporte Público.”

“O próximo passo é assegurar que todos os trabalhadores afectados por esta mudança mantenham as suas condições de trabalho junto da nova companhia. Depois, precisamos de melhores condições de trabalho na linha e podemos começar a pressionar no sentido de uma Linha 9 responsável, totalmente pública, o mais breve possível.”

Enquanto RATP Dev e Transdev geriram a Linha 9, o KPTU expôs uma série de práticas inseguras que colocam em risco passageiros e trabalhadores. Estas incluíam uma força de trabalho reduzida a cumprir horários de trabalho mais longos e uma falta de investimento em material circulante, o que resultou em comboios perigosamente superlotados.

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