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Sindicatos internacionais apoiam portuários australianos à medida que disputa com a DP World vai ganhando proporção

05 Aug 2019
Comunicado à imprensa
Sindicatos marítimos e de transportes de dezenas de nações têm dado seu apoio aos portuários australianos que combatem a perda de empregos, a terceirização, a automação e demais ameaças às condições de trabalho nos terminais de Melbourne, Sydney, Brisbane e Fremantle.

Sindicatos representando milhões de trabalhadores de Oriente Médio, Ásia, Europa, África, América do Norte, América do Sul e Pacífico escreveram à operadora portuária baseada em Dubai, a DP World, destacando o fato de que o mau tratamento dado aos portuários está ameaçando relações trabalhistas positivas ao redor do mundo.

Manifestações de solidariedade e apoio, bem como correspondência, tornam claro que os sindicatos internacionais não vão ficar olhando enquanto a DP World faz seus ataques unilaterais aos direitos e condições no local de trabalho dos portuários australianos, e faz um apelo coletivo para que a empresa volte à mesa de negociação.

A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF), que representa 18.5 milhões de trabalhadores no mundo todo, condenou as ações da DP World Austrália.

“Internacionalmente, os sindicatos estão alarmados com as ações da DP World Austrália e alertaram a diretoria da empresa, em seus portos ao redor do mundo, que estes ataques estão ameaçando as boas relações trabalhistas da empresa com o seu sindicato e com sindicatos de portuários ao redor do mundo,” disse a coordenadora marítima da ITF, Jacqueline Smith.

“A disputa tem repetidamente ganhado escala por causa da DP World, começando com um ataque à proteção de renda, seguido de ameaças de terceirização e de substituição de funções com automação, e agora há uma recusa da empresa em se reunir com o Sindicato dos Marítimos da Austrália para um diálogo a respeito das perdas de emprego, que podem ser mitigadas promovendo mudanças em vez de demissões.

“Os afiliados da ITF tornaram claro para a diretoria da DP World que condenam veementemente qualquer tentativa de terceirizar empregos através de empreiteiras que pagam mal e não têm sindicatos, às custas dos trabalhadoras experientes, o que somente pode ser visto como um exercício de combate aos sindicatos,” disse Smith.

O vice-presidente da Seção de Portuários da ITF e Presidente do Sindicato Internacional de Portos e Armazéns, William Adams, também se juntou na condenação às ameaças da diretoria da DP World Australia, de terceirizar e automatizar operações nos terminais australianos.

“A ameaça da DP World de automação de suas operações australianas tem sido internacionalmente condenada. Cláusulas que garantam proteção aos trabalhadores e que sejam retreinados após a automação são uma questão prioritária para os portuários no mundo todo.

“Isto foi salientado durante recentes disputas trabalhistas com a ILWU no Canadá e nos EUA, que resultaram em arranjos mutuamente acordados que definem proteções aos trabalhadores e num processo de negociação entre sindicatos e empregadores relativo à automação.

“Terceirização e automação têm impactos significativos na produtividade e na lucratividade, bem como importantes impactos sociais e comunitários sobre trabalhadores e suas comunidades, motivo pelo qual qualquer tentativa de evitar exigências de consulta a sindicatos será rejeitada por sindicatos de portuários no mundo todo.

“Os portuários estão se unindo internacionalmente para levar a luta às portas de qualquer empregador que ameace os empregos e as condições de trabalho dos portuários, e agora mesmo estamos de olho na DP World,” disse Adams.

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