A reunião, convocada pelo escritório das Nações Unidas para os direitos humanos em 25 de outubro, está se concentrando nos elementos do proposto “instrumento internacional para regular, conforme o direito humano internacional, as atividades de corporações transnacionais e outros empreendimentos empresariais”.
Representantes da Câmara Internacional de Comércio e da Organização Internacional dos Empregadores estão efetivamente rejeitando a simples ideia de haver um instrumento juridicamente vinculante.
O secretário geral da ITF, Steve Cotton, disse: "As multinacionais operam num vácuo legal, devido ao seu alcance global. Não sendo monitoradas, continuam a dar-se abusos e violações dos direitos trabalhistas".
"Conclamamos os empregadores a não se porem no caminho de as multinacionais terem que prestar contas por explorarem os trabalhadores em suas operações. Um tratado das Nações Unidas submeterá as suas ações ao direito internacional e resultará em justiça para os trabalhadores"
O secretário geral da ITUC, Sharan Burrow, acrescentou que a bilionária indústria da responsabilidade social corporativa voluntária nada havia entregue a milhões de trabalhadores em cadeias mundiais de suprimento, que se submetem a trabalho inseguro e instável assim como a salários de miséria.
Leia a declaração conjunta da ITF e da ITUC na reunião da ONU na íntegra.
O processo da ONU rumo a um tratado é complementar a um processo paralelo na Organização Internacional do Trabalho (OIT) pedido pela ITF em 2016. Isto visa a alcançar um padrão internacional a respeito de trabalho decente nas cadeias de suprimento globais. Leia mais.
Sindicatos globais criticam o bloqueio dos patrões ao progresso das Nações Unidas com relação às multinacionais
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