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Sindicatos clamam por resposta concertada à expansão do BRT

30 Nov 2015
Delegates visit the Rio BRT operations centre
Trabalhadores e passageiros devem beneficiar-se da rápida expansão do BRT no mundo todo – foi esse o chamado de sindicatos reunidos no Brasil na semana passada.

O BRT é um modelo de transporte que visa a melhorar os sistemas atuais de transporte urbano – com o uso de faixas exclusivas e outras melhoras técnicas e organizacionais. O Banco Mundial e outras instituições financeiras internacionais com frequência financiam os BRTs, com a condição de que os governos envolvam empresas privadas.

Ao longo de mais de três dias, sindicalistas de oito países da África e da América Latina fizeram uma visita ao centro de operações do sistema BRT, no Rio, e partilharam experiências de organização no Brasil, na Colômbia e na África do Sul.

Alguns sindicatos relataram impactos positivos tais como turnos mais curtos, menos assaltos a motoristas, uma vez que eles não têm mais que lidar com o dinheiro da passagem, e menos engarrafamentos. Mas o relato da Colômbia foi de que os motoristas ganhavam menos, muitos empregos haviam sido eliminados, havia problemas de saúde e segurança e um excesso de operadores envolvidos.

Eles concordaram em que, no caso do BRT, os sindicatos devem fortalecer a organização e a negociação, compartilhar informação e desenvolver estratégias de organização coletiva, e recomendaram que a ITF ajude seus afiliados a se envolverem em todos os estágios do ciclo de projeto do BRTs e fazerem as perguntas certas.

Asbjørn Wahl, presidente do comitê de transporte urbano da ITF e do grupo de trabalho sobre mudança climática, disso o seguinte: "Apoiamos desenvolvimentos tecnológicos e organizacionais na sociedade. Os sistemas BRT, se corretamente desenvolvidos, podem contribuir imensamente para melhorar o transporte público das cidades – mas somente se os seus benefícios forem compartilhados entre trabalhadores, usuários e sociedade."

"Hoje, há quem ganhe e quem perca, principalmente por causa do modelo socio-econômico neoliberal sob o qual ele se desenvolve. Este é um grande desafio para os sindicatos e devemos insistir em defender os interesses dos trabalhadores tanto informais quanto formais que perdem seus empregos. Em uma transformação planejada, é possível faze-lo. Mas, deixando à mercê do livre mercado, não se atentará para esses interesses."

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