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Sétima morte em local de trabalho acontecida nos portos irlandeses dispara alerta por ação urgente

27 Aug 2019
Comunicado à imprensa
A ITF juntou-se ao sindicato de portuários irlandeses SIPTU num clamor urgente para que proteja mais todos os trabalhadores dos portos irlandeses — tanto por meio de regulamentações como de observância — depois que um caminhoneiro de 50 anos de idade foi morto nas Docas do Norte do Porto de Dublin em 14 de agosto.

A morte trágica de Nicholas 'Nick' Collier marca a sétima morte de um trabalhador em um porto irlandês nos últimos dois anos.

Relatórios publicados indicam que uma unidade de refrigeração estava sendo carregada na caçamba do caminhão desse motorista quando ele foi morto e atingido por outro veículo.

Paddy Crumlin, presidente da Seção de Portuários da ITF reivindicou hoje que a indústria da estiva ponha um fim a essa carnificina nas docas da Irlanda: “Conclamamos as empresas da estiva a reavaliarem suas práticas de trabalho e suas normas de saúde e proteção dos trabalhadores. Cabe a essas empresas fazer avaliações de risco apropriadas de todos os procedimentos de manuseio, em consulta com sua mão de obra.”

“Não é suficientemente bom, não é aceitável que trabalhadores sejam mortos por causa de práticas de segurança não confiáveis e atalhos para poupar tempo e pôr dinheiro nos bolsos daqueles que na verdade deveriam ser punidos.”

“É por isso que leis contra morte no trabalho são tão importantes, porque não apenas propiciam uma avenida para verdadeiramente se fazer justiça para as famílias das pessoas mortas no trabalho, mas porque a implementação e a observância das leis sobre morte no trabalho irá levar à mudança cultural que, esperamos, leve a menos morte no trabalho,” disse Crumlin

Jerry Brennan, Organizador de Portos, Docas e Ancoradouros do Sindicato Trabalhista, Profissional e Técnico, disse à mídia esta semana que essas tragédias estão acontecendo com assustadora regularidade.

“Vai além de minha compreensão que a indústria da construção tenha tido o benefício de um programa nacional sobre saúde e segurança com emissão de certificado por quase 30 anos e que não haja qualquer requisito nacional correspondente em nossos portos e docas.”

“Manifestamos nossos sentimentos à família, aos entes queridos e aos colegas pela morte do trabalhador. Também esperamos que essa seja a última fatalidade antes que se tome a longa ação necessária para assegurar que nossos portos e docas se tornem ambientes de trabalho melhores,” disse Brennan.

Heather Humphreys, ministro dos Negócios da Irlanda, concordou com a solicitação do SIPTU e da ITF para fazer uma reunião de forma a discutir as soluções de segurança.

Relatórios internacionais documentam mortes em portos no nível alarmante de mais de um trabalhador a cada semana do ano.

A ITF continua trabalhando com associações trabalhistas e regulatórias no sentido de desenvolver e observar soluções para abordar essa inaceitável carnificina, incluindo uma campanha por leis para prevenir a morte no trabalho que envie uma clara mensagem aos empregadores negligentes – se você não propiciar um local de trabalho seguro e um trabalhador for morto, você irá preso.

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