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Ryanair quebra promessa de respeitar direitos sindicais na Polônia

07 Nov 2018
Comunicado à imprensa
A Ryanair tentou negar direitos sindicais à tripulação de cabine polonesa no mesmo dia em que esta lançou seu novo sindicato.

O Sindicato CWR de Tripulação de Cabine foi legalmente estabelecido no começo desta semana e filiou-se à federação sindical polonesa NSZZ Solidarność. Ele representa toda a tripulação de cabine ao longo de todas as cinco bases da Ryanair no país, e é a culminação de meses de organização dos funcionários da empresa aérea.

Os trabalhadores lançaram o sindicato na quinta-feira em reuniões pré-agendadas com a diretoria da Ryanair, retirando-se coletivamente do sistema de representação dos empregados da empresa e reivindicando que, em vez disso, este negocie com o sindicato em nome deles. A lei polonesa permite que se tome tal ação.

Todavia, em vez de respeitar a escolha dos trabalhadores, a Ryanair imediatamente deu passos no sentido de negar à tripulação polonesa os seus direitos sindicais. Os gestores recusaram-se a receber os papéis de registro do CWR e disseram aos trabalhadores que eles seriam tornados redundantes se não aceitassem os contratos de trabalho autônomo com a Ryanair Sun até 30 de setembro. A Ryanair Sun é uma empresa totalmente controlada pela Ryanair.

Pela legislação polonesa, trabalhadores autônomos não qualificam para integrar sindicatos e negociar coletivamente.

A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) e a Federação Europeia dos Trabalhadores em Transportes (ETF) manifestaram profunda preocupação com essas táticas de combate aos sindicatos, que violam as normas internacionais a respeito de liberdade de associação.

Stephen Cotton, Secretário Geral da ITF, disse: “Depois de dizer que reconheceria os direitos sindicais, a Ryanair está dando um grande passo atrás na Polônia. Esta é uma clara tentativa de negar à tripulação polonesa seus direitos de representação sindical e negociação coletiva.”

“Os gestores da Ryanair estão mostrando sua ineptidão às vésperas da Assembleia Geral Anual da Semana que vem mediante essas táticas infantis para acabar com o sindicato. Não são essas as práticas de uma empresa madura cuja abordagem das relações trabalhistas seja sustentável. Isto serve ainda mais de evidência do porquê de o Conselho precisar de um novo presidente para fazer a empresa seguir adiante.”

Eduardo Chagas, Secretário Geral da ETF, disse: “Ontem de manhã, acolhemos um novo sindicato ao nosso movimento. Na tarde do mesmo dia, a Ryanair mais uma vez havia demonstrado sua incompetência no trato tanto com sindicatos como com trabalhadores.”

“A Ryanair carece de entendimento da legislação europeia. Questionamos a Diretriz para Salvaguarda dos Direitos dos Empregados em caso de Transferência de Responsabilidades, de 2001, permite que companhias solapem dessa forma os padrões empregatícios.”

“Um princípio chave da campanha por Transporte Justo é que os trabalhadores disfrutem dos mesmos direitos em qualquer lugar da Europa onde se baseiem. A Ryanair deve sentar-se à mesa com o CWR na Polônia, como fez com sindicatos de outros países, e iniciar negociações de maneira adequada.”

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