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ITF e ETF apoiam a mais disseminada greve da história da Ryanair.

07 Nov 2018
Comunicado à imprensa
Tripulações de cabine da Ryanair de seis países estão fazendo paralisações naquilo que é a mais disseminada greve já vista pela empresa.

As tripulações baseadas em Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal e Espanha estão fazendo greve de 24 horas em resposta à continua recusa da empresa em negociar de maneira justa com os empregados. Ao mesmo tempo em que se deram algumas negociações e foi assinado um punhado de acordos de reconhecimento, a maioria dos funcionários da Ryanair ainda não viu qualquer melhora de pagamento ou condições.

Tais greves se dão uma semana após a assembleia geral anual (AGA) da empresa, na qual a Ryanair foi severamente criticada tanto por sindicatos como por acionistas por sua maneira de lidar com as negociações e seu modelo de governança corporativa.

Antecipando-se à AGA, a Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) e a Federação Europeia dos Trabalhadores em Transportes (ETF) escreveram aos acionistas pedindo-lhes para se oporem à reeleição do presidente David Bonderman. Esta conclamação teve apoio de firmas de assessoramento dos acionistas, todas elas preocupadas com o impacto que o modelo antiquado de governança corporativa da Ryanair têm nas suas relações trabalhistas.

Enquanto o Sr. Bonderman se mantém no cargo, com um terço dos acionistas opondo-se à sua reeleição, sua posição como presidente tornou-se insustentável. As greves que se dão esta semana dão testemunho da falta de fé dos trabalhadores em que a liderança da Ryanair leve a sério as preocupações.

Além disso, no começo deste mês a empresa deu provas de sua imaturidade ao tentar proibir um novo sindicato de tripulantes de cabine na Polônia. Em vez de negociar de boa-fé, a Ryanair recusou-se a aceitar a existência do sindicato e anunciou que transferiria toda a tripulação a contratos de trabalho autônomo até o mês próximo.

Dado o contexto de relações trabalhistas desgastadas, ITF e ETF acreditam que assumir a representação dos trabalhadores perante o Conselho pode ajudar a distender a situação. Isto já está sendo recomendado às companhias nas mais recentes revisões do Código de Governança Corporativa do Reino Unido, o qual também é adotado unilateralmente pela República da Irlanda.

ITF e ETF apoiam toda ação grevista legal assumida por nossos filiados com o fim de conquistar um acordo justo para todos os empregados da Ryanair. Se a Ryanair não muda suas práticas de governança corporativa e atende às reivindicações dos trabalhadores, outras greves hão de se dar à medida que se adentre o outono.

Gabriel Mocho Rodriguez, Secretário de Aviação Civil da ITF, disse: “Essas greves mostram que, a despeito de sua recente retórica, a Ryanair tem um longo caminho pela frente antes de participar de relações trabalhistas sustentáveis. Não se pode dizer que as negociações vão bem quando empregados em seis países de sua rede decidem fazer greve ao mesmo tempo”.

“Na semana passada, vimos ampla preocupação quanto ao modelo negócio da Ryanair ser manifestada na sua AGA. Os acionistas querem uma mudança e a representação dos trabalhadores na reunião do Conselho poderia garantir um nível muito mais saudável de questionamento independente da gestão executiva. É preciso que Ryanair comece a operar visando ao interesse de todas suas partes interessadas.”

François Ballestero, secretário político da ETF  para Aviação e Turismo, disse: “Nove meses após o anúncio de que reconheceria os sindicatos, não era para a Ryanair enfrentar esse nível de greve. Cabe à Ryanair aceitar que este nível de inquietação não irá desaparecer enquanto ela não abordar os problemas fundamentais, de forma a que os contratos dos funcionários reconheçam explicitamente que a lei e a jurisdição a serem aplicadas devem ser as do país de base dos trabalhadores.”

“Ademais, é crucial que a tripulação disfrute de padrões de equidade, independentemente de estar empregada diretamente pela Ryanair ou por uma de suas agências de emprego. É um princípio chave da nossa campanha Transporte Justo que nenhum empregador renegue suas responsabilidades sociais às custas tanto dos trabalhadores quanto dos seus concorrentes responsáveis.”

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