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Lançada a avaliação trabalhista do BRT

07 Feb 2019
Erick Manga, Instituto de Estudos sobre o Desenvolvimento, Universidade de Nairóbi e, à direita, Dave Spooner, Instituto Global do Trabalho, Manchester

A ITF lançou um relatório bombástico do Instituto Global do Trabalho a respeito do impacto do BRT planejado para Nairóbi nos trabalhadores do transporte público.

Mais de 100 pessoas de 42 organizações compareceram ao evento de lançamento na capital queniana na quarta-feira, 30 de janeiro, incluindo representantes de governo, organizações internacionais, meio acadêmico e organizações de passageiros.

Três sindicatos da ITF – o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes do Quênia (TAWU), o Sindicato dos Trabalhadores do Matatu (MWU) e o Sindicato dos Operadores do Transporte Público (PUTON) – contribuíram para o relatório e estão trabalhando juntos para preparar os trabalhadores para o BRT.

Dan Mihadi, secretário geral do TAWU, disse no lançamento: "Como sindicatos, estamos unidos. Apoiamos o BRT. Há um potencial de empregos formais, solução para engarrafamentos, benefício para a economia e para o meio-ambiente e passagens de custo bom para os passageiros.

Sabemos que houve consultas, mas em nenhum momento isto incluiu os trabalhadores. Os trabalhadores não estão representados: queremos ser incluídos, queremos que nossa voz seja ouvida em alto e bom som."

O Sindicato dos Trabalhadores de Bodaboda, Tuktuk e Táxi do Quênia, de Mombassa, também esteve no lançamento, bem como o presidente do comitê de transporte urbano da ITF, John-Mark Mwanika.

Entre os achados do estudo 'BRT de Nairobi: avaliação do impacto sobre o Trabalho’ estão –

  • Estima-se que 70.000 pessoas trabalham na indústria do matatu em Nairóbi, metade das quais será afetada pelo BRT ao longo dos próximos anos.
  • O problema principal enfrentado por todos os trabalhadores é a endemia de corrupção e extorsão por parte das autoridades e da força policial, e o sistema de pagamento de diárias a donos de veículos, que resulta longas jornadas de trabalho, acidentes, corrupção e violência
  • Os números de mulheres na indústria estão aumentando, mas em sua maior parte nas ocupações mais precárias. Elas são quem mais vai sofrer os impactos do BRT, se a rede do matatu não for integrada
  • Os trabalhadores do matatu querem que seu emprego seja formalizado com urgência, de forma a que haja uma redução de crime, corrupção, jornada de trabalho e acidentes
  • São necessárias novas abordagens e políticas para encorajar uma rede integrada de transporte público que se concentre em fazer conexões entre as operações do BRT e do matatu, mais do que simplesmente substituir a indústria do matatu
  • No desenvolvimento do BRT, a mão de obra do matatu e seus sindicatos representantes precisam ser consultados, não apenas os donos do matatu. Esta é uma pré-condição para a reforma e desenvolvimento de um sistema de transporte público integrado e público para Nairóbi

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