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Reveladas as maiores preocupações das marítimas quanto a saúde e bem-estar

25 Sep 2015
Uma enquete com marítimas sobre saúde indica que dor nas articulações e estresse são, para elas, as duas maiores ameaças, tendo sido ouvidas mais de 40 representantes de organizações para o bem-estar marítimo e de sindicatos na apresentação do relatório no dia 17 de setembro.

O relatório baseou-se na enquete Saúde e Bem Estar da Mulher Marítima, uma parceria de ITF, Rede Internacional de Bem-estar e Assistência aos Marítimos (ISWAN), Associação Internacional pela Saúde do Marítimo (IMHA) e da Sociedade do Hospital dos Marítimos (SHS).

Um número alto de marítimas também manifestou preocupação  com a falta de equipamentos sanitários adequados, levando a que a representante da Câmara Internacional de Navegação (ICS) concordasse em pedir às empresas integrantes que providenciassem instalações adequadas.
 
Dor nas articulações e nas costas e estresse/depressão/ansiedade foram relatados por aproximadamente metade das entrevistadas como as duas maiores ameaças à saúde que enfrentavam. A enquete revelou que o maior obstáculo a que as marítimas buscassem ajuda médica enquanto embarcadas era a dúvida quanto à confidencialidade. E mais de metade das entrevistadas vêem com bons olhos “check-ups” de rotina.
 
A coordenadora da ITF para os marítimos, Jacqueline Smith, declarou: “Esta pesquisa evidencia quão pouco pesquisada é a vida das mulheres embarcadas. Responde a algumas perguntas e ilustra a necessidade de entender como se pode melhorar as condições a bordo de forma a que mais mulheres desejem embarcar.

“Vemos com bons olhos, em particular, o fato de que a enquete assinala melhoras relativamente de baixo custo e fáceis de serem implementadas, que podem tornar possível essa mudança: confidencialidade, um foco no estresse, mais informação sobre saúde.”
 
Tim Carter, do Centro Norueguês de Medicina Marítima e assessor medico chefe da Agência Marítima e da Guarda Costeira do Reino Unido, presidiu a reunião. Os outros oradores foram: Olivia Swift, da Goldsmiths/Royal Holloway; Ilona Denisenko, presidente da IMHA; e Natalie Shaw, diretora da ICS para questões de emprego.
 
De 1 a 2%, aproximadamente, do 1.25 milhão de marítimos do mundo, são mulheres servindo em algo em torno de 87.000 navios, em sua maioria no setor dos cruzeiros.
 
Baixe o relatório sobre a enquete.

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