Chefe executivo da Ryanair ganha prêmio de pior patrão do mundo

O chefe executivo da Ryanair, Michael O’Leary, foi eleito o pior patrão do mundo no Congresso da Confederação sindical internacional (CSI).

O prêmio, cuja lista de indicados também incluía Jeff Bezos, da Amazon, e Dara Khosrowshahi, da Uber, foi submetido a uma votação pública e de alcance mundial no período de preparação para o Congresso da CSI. Os concorrentes são todos líderes empresariais de primeiro escalão, famosos por atentar contra os direitos trabalhistas.

A eleição do Sr. O’Leary vem exatamente um ano após a Ryanair anunciar que reconheceria os sindicatos pela primeira vez. Sob imensa pressão de trabalhadores e sindicatos, e enfrentando sérios questionamentos quanto ao seu modelo de governança corporativa e os obstáculos para o crescimento futuro, a Ryanair finalmente reconheceu que os sindicatos têm função no local de trabalho.

Todavia, ao mesmo tempo em que foi feito algum progresso, passado um ano, a Ryanair ainda tem um longo caminho pela frente antes de que possa ser considerada um empregador justo. A grande maioria dos seus funcionários ainda está à espera de melhoras no pagamento ou nas condições, e a empresa continua a insistir em práticas injustas de emprego e em táticas de combate a sindicatos em uma série de jurisdições.

Além disso, a Ryanair e o Sr. O’Leary estão sendo processados nos Estados Unidos por alegadamente mentir a investidores quanto às relações trabalhistas que dizia serem boas, o que pode ter levado a uma alta artificial do valor de suas ações. No mês que vem saberemos se o Sr. O’Leary será intimado a comparecer perante um tribunal de Nova York.

Falando no Congresso da CSI, o secretário geral da ITF, Stephen Cotton, disse: “Agradeço a todos por terem feito a escolha certa na enquete da CSI. A ITF, os funcionários da Ryanair e os seus sindicatos sabem bem porque o Michael O’Leary é visto como o pior patrão.

“Os homens e mulheres que trabalham na Ryanair orgulham-se de estar na aviação, mas querem dignidade no local de trabalho. Nós da ITF, da CSI, e das demais federações mundiais de sindicatos faremos tudo o que pudermos para obter bons acordos coletivos”.

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