180621women _ILC (1)
Uma bancada dos trabalhadores durante as negociações na OIT

Lei internacional sobre violência: ITF faz trabalho andar

Pela primeira vez, um comitê definidor de normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) debateu a forma e o escopo da lei internacional sobre violência e assédio no mundo do trabalho.

A ITF teve uma delegação na OIT que incluiu mulheres de Quênia, Peru e Canadá, a qual foi conduzida por Jodi Evans e Claire Clarke, do departamento feminino da ITF.

A equipe trabalhou em proximidade com representantes de sindicatos de transportes, em suas delegações nacionais, e desempenhou um papel central no grupo dos trabalhadores, antes e durante este histórico comitê.

Isto incluiu o fornecimento de argumentos e exemplos estratégicos para a pessoa que serviu de porta-voz para o grupo de trabalhadores, e lobby perante governos e representantes patronais para a obtenção de linguagem chave para os trabalhadores em transportes e, em particular, para as trabalhadoras em transportes.

A delegação da ITF incluiu Lisa Kelly, diretora do departamento das mulheres da Unifor: "A ITF teve um valor notável para o grupo dos trabalhadores. Alcançamos diversas áreas de linguagem, inclusive durante esta extenuante negociação, como resultado direito da crescente colaboração para acabar com a violência contra as trabalhadoras em transportes. É este o trabalho que tem sido liderado pela ITF".

Os resultados de importância chave:

  • Entendimento de que o instrumento terá a forma de uma convenção e recomendação, o que irá prover a mais forte oportunidade para os trabalhadores e seus sindicatos. 
  • O escopo irá incluir acomodação fornecida pelo empregador, viagens de ida e volta do trabalho, violência doméstica com impacto no trabalho, e salientar o significado da violência de gênero e de fatores de interseção, incluindo estado migratório.

Há ainda trabalho a ser feito quanto às definições da convenção e recomendação, antes de que sejam adotadas pela OIT ao término de um processo de dois anos.

"Em 2013, o comitê feminino da ITF decidiu priorizar o desenvolvimento de um programa internacional coordenado pela prevenção e eliminação da violência que está tão disseminada em nossa indústria", comentou Ekaterina Yordanova, a vice-presidente da ITF para as mulheres, membro da delegação nacional da Bulgária na OIT e membro do escritório dos trabalhadores.

"Recebemos forte apoio da ITF em todos os níveis. A recente enquete ‘A Salvo em Casa, a Salvo no Trabalho’ da ITF, a respeito de violência e assédio contra a mulher no setor de transportes, e o programa de defesa das mulheres da Unifor, pavimentaram o caminho para os nossos primeiros sucessos como federação".

Para falar de suas experiências sobre violência no trabalho, e para envolver-se na campanha para a aprovação desta lei que fará história, mande mensagem para women@itf.org.uk.

Inclua seu comentário

Todos os comentários