Delegação da ITF alerta quanto a mais repressão pelo governo turco

Uma missão da ITF, composta de três delegados, para investigar fatos na Turquia alertou que o governo do país pode estar preparando uma outra onda de repressão contra os sindicalistas.

O alerta veio uma vez que a delegação foi impedida de visitar colegas presos injustamente, em meio a um clima de contínua violência policial contra membros de sindicatos.

A delegação da ITF consistiu de Noel Coard, chefe das seções de transporte interno; Liz Blackshaw, diretora de campanhas; e Deniz Akdogan, assistente de seção sênior das seções de transporte interno. Eles ficaram na Turquia de 4 a 8 de setembro.

A delegação:

  • reuniu-se com o sindicato de portuários Liman-Is; o sindicato de ferroviários Demiryol-Is; o BTS (Sindicato Unido dos Empregados do Transporte Público); e o presidente e secretário geral da associação sindical TURK-IS, em Ankara. Também reuniu-se com os sindicatos de rodoviários TÜMTİS e Nakliyat-Is; a DADDER (associação de marítimos); o TDS (sindicato dos marítimos); e o Limter-Is (sindicato de portuários e empregados em estaleiros) em Istanbul;
  • junte-se ao piquete do TÜMTİS em frente à DHL Express em Istanbul;
  • reuniu-se com o subsecretário e subsecretário adjunto do ministério do Trabalho e Previdência Social para manifestar a preocupação da ITF quanto ao comportamento antissindical dos patrões e a prisão de sindicalistas; e  
  • reuniu-se com o representante da OIT no país para discutir as preocupações da ITF a respeito das violações à liberdade de associação e de negociar coletivamente, e expressar apoio à conclamação da ITUC (Confederação Sindical Internacional) para que não se compareça à conferência regional da OIT em Istanbul devido a essas preocupações.

Mr Coard disse: "A comissão do ministério da Justiça negou a nossa solicitação de diálogo e nos impediu de visitar Nurettin Kilicdogan, o presidente da filial do TÜMTİS, que está preso."

"O governo convocou todos os ministros e há uma forte suspeita, entre os sindicatos turcos, de que uma escalada nos já altos níveis de violência contra os trabalhadores turcos seja iminente. A ITF não irá se retirar e, em nome de todos os nossos membros da Turquia, continuaremos a cobrar explicações do governo nos foros internacionais".

O presidente da ITF, Paddy Crumlin, acrescentou que a delegação havia descoberto novas evidências, que só aumentavam a preocupação quanto à agenda antissindical e antidemocrática de Erdogan, o qual recusou as ofertas de diálogo. Ele alertou que as prisões em massa de trabalhadores do setor público e os esforços para intimidar e controlar a imprensa estavam tornando a Turquia uma nação pária, e conclamou o governo a dar um passo atrás e pôr-se à altura de suas obrigações internacionais.

Leia mais a respeito da visita da delegação à Turquia:

Missão de investigação e solidariedade da ITF chega à Turquia.

Missão da ITF na Turquia alerta quanto à possibilidade de mais repressão pelo governo.

Em março de 2017, a ITF protestou contra as sentenças condenatórias aos sindicalistas turcos. Leia mais em Inglês e Turco, veja a página da campanha e visite www.labourstart.org/go/tumtis.

A ITF has tem insistentemente criticado a perseguição pelo governo dos sindicatos turcos e seus membros, o que inclui a organização de protestos internacionais.

 

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